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Junho Violeta

Os casos de violência doméstica têm crescido durante este período de pandemia. Mas este tipo de violência não atinge apenas mulheres – que são as vítimas na maioria dos casos –, mas também as pessoas idosas que estão isoladas em casa, onde acontece a maior parte das agressões.

Contudo, muito antes disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência Contra à Pessoa Idosa instituíram o dia 15 de junho como o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

E com a instituição da data, este mês passou a ser chamado de Junho Violeta, quando são disseminadas ações para a valorização das pessoas idosas, combate à discriminação e a violência contra essas pessoas que, muitas vezes, se encontram em situação de vulnerabilidade.

Segundo o Estatuto do Idoso, Lei 10.741/2003, colocar em risco a vida ou a saúde do idoso, por meio de condições degradantes ou privação de alimentos ou cuidados indispensáveis, é crime.

De acordo com dados do Governo Federal, mesmo com a instituição do Estatuto do Idosos, os números de denúncias de violações contra idosos tem aumentado de um ano para o outro, numa média de 13%, mesmo sabendo que os números não contam aqueles casos que não são denunciados. E muitas dessas não denúncias acontecem porque as pessoas não entendem que a violência contra idosos pode ser definida como qualquer ato, ou ainda a ausência de uma ação (omissão), que cause danos ou incômodo à pessoa idosa. Estão entre os casos mais comuns os abusos psicológicos, abusos financeiros, negligência, abusos físicos e os abusos sexuais.