Atividade física

Atividade física e envelhecimento

A diminuição da capacidade funcional dos idosos pode ser acelerada ou retardada de acordo com fatores genéticos, bem como do estilo de vida e do ambiente. Há uma diminuição de massa magra nos tecidos e um aumento de massa gordurosa, além de uma progressiva atrofia muscular e perda de minerais ósseos. A soma destes fatores leva à redução da mobilidade das articulações, o que conduz a uma diminuição ainda mais acentuada da prática regular de atividades físicas.

O desempenho cardiovascular também sofre os efeitos do envelhecimento, comprometendo a autonomia da pessoa, pois prejudica a realização das tarefas diárias. O enfraquecimento do tônus muscular e da constituição óssea pode levar as mudanças na postura. As articulações tendem, ainda, a tornarem-se mais endurecidas, reduzindo assim a extensão dos movimentos e produzindo alterações no equilíbrio e na marcha.

O sedentarismo é o estilo de vida que traz os maiores problemas no envelhecimento.

Os benefícios da prática regular de exercícios estão sendo amplamente divulgados com a finalidade de melhorar a qualidade de vida da população idosa, contribuindo para um envelhecimento saudável.

Benefícios

Os idosos que se exercitam apresentam maior disposição e vitalidade para executarem as suas atividades de vida diária com maior autonomia. A prática regular de exercícios físicos: promove uma melhora fisiológica (controle da glicose, melhor qualidade de sono, melhora das capacidades físicas relacionadas à saúde), psicológica (relaxamento, redução dos níveis de ansiedade e estresse, melhora o estado de espírito, melhoras cognitivas) e social (indivíduos mais seguros, melhora a integração social e cultural, integração com a comunidade, rede social e cultural ampliadas, entre outros), além da redução ou prevenção de algumas doenças, como a osteoporose e os desvios de postura. O trabalho corporal também contribui no sentido de permitir aos idosos maior aceitação do corpo e da atual etapa de vida, levando-os a harmonizarem-se consigo mesmo e com seus semelhantes. O contato com outras pessoas durante a prática de atividades físicas incentiva os idosos a interagirem com os demais membros de seu grupo e com o ambiente. Isto os permite resgatar vivências de sua independência e, por esta via, buscarem autonomia, ampliarem laços de afetividade e de relacionamento pessoal.

Como começar

Para a prática segura do exercício físico é preciso que o idoso passe primeiro por uma avaliação médica, uma vez que muitos idosos têm doenças e tomam medicamentos. Hipertensão, diabetes, osteoporose, doença cardiovascular e problemas articulares são doenças comuns entre esta população. Sendo assim, o cuidado deve ser redobrado, para que cada exercício seja adequado àquele sujeito e à sua condição. A partir da avaliação podem-se iniciar as atividades, sempre sob a orientação de um profissional especializado. Várias modalidades de atividades físicas vêm sendo propostas, dentre elas a hidroginástica, a ginástica, a musculação e a caminhada, ficando a cargo do idoso escolher a que melhor se adapte. Se for considerado apto para a prática do exercício, deverá iniciar uma atividade física que goste, e:

  • não praticar exercícios em jejum ou depois de refeições exageradas;
  • usar roupas leves e sapatos confortáveis, macios e antiderrapantes, dando preferência ao tênis;
  • cuidar da hidratação (não utilizar bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína, já que essas substâncias são diuréticas e aceleram o processo de perda de líquidos);
  • os exercícios ao ar livre não devem ser realizados em qualquer horário. Os mais adequados são início da manhã, até as 10 horas, e depois das 16 horas;
  • protegendo a pele com um bom protetor solar.

 
LEMBRE-SE: Para a orientação de um programa de exercícios é importante consultar um especialista na área da gerontologia, como um educador físico e/ou um fisioterapeuta; que além de atuar na prevenção, atua também na reabilitação física.
 


Esse texto foi retirado do GUIA PARA CUIDAR DE IDOSOS, projeto que realizamos em parceria com o Lions Clube Porto Alegre Ipiranga e a SBGG-RS (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – RS. Para mais informações sobre o guia, entre em contato conosco.

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Doença de Parkinson

Entenda o Parkinson

Saiba como identificar e diagnosticar esse problema

Confira matéria da revista Você Saudável

Da mesma maneira que acontece com o Alzheimer, essa é uma doença neurodegenerativa (que traz prejuízos ao cérebro) que se tornou comum entre a população mundial.

Ela ocorre em indivíduos de ambos os sexos, principalmente aqueles que estão com a idade acima dos 50 anos. O Parkinson afeta o sistema nervoso central e compromete os movimentos do paciente e, se não tratado da forma correta, pode comprometer seriamente a capacidade motora de quem convive com essa doença. Ele foi inicialmente descrito por James Parkinson (em 1817), em um trabalho denominado “An Essay on the Shaking Palsy”, e, posteriormente, em sua homenagem, seu nome foi dado à doença.

Por que ele ocorre?

Assim como o Alzheimer, ainda não foi descoberta a cura para essa doença, muito embora pesquisadores e cientistas trabalhem duramente em busca dessa solução. O que se sabe é que a doença causa a morte das células do cérebro, em especial na área conhecida como substância negra, responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos corporais. “A falta de dopamina ou de seus precursores causa uma deficiência da via nigro-estriatal (conexão), que vai resultar no distúrbio de movimento, conhecido como doença de Parkinson”, explica Eduardo Barreto, neurocirurgião.

Atenção aos Sintomas

Conforme explica Daniel Schachter, neurologista do Hospital São Vicente de Paulo (no Rio de Janeiro), a grande maioria das pessoas que chega ao consultório em busca de ajuda médica já está com 70% do cérebro comprometido pela doença. Exatamente por esse motivo que é muito importante saber identificar os sintomas do Parkinson, com objetivo de ganhar tempo para que o paciente seja tratado e consiga conviver com a doença. Contudo, os sinais da doença podem variar de um indivíduo para o outro. Em geral, no início, apresentam-se de maneira lenta e insidiosa, sendo que o paciente tem dificuldade de precisar a época em que apareceram pela primeira vez.

“O tremor é geralmente o primeiro a ser notado pelo paciente e acomete primeiramente um dos lados, usualmente uma das mãos, como a dificuldade de segurar um objeto ou ler. O tremor é mais intenso quando se está em repouso e desaparece quando em movimento. Este tipo de sintoma é o que faz com que o paciente procure auxílio especializado”, diz o médico Renato Igino dos Santos.

Além desse sintoma clássico, o portador de Parkinson também é vítima de outas dificuldades que aparcem com o tempo, tais como: rigidez muscular, redução da quantidade de movimentos, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono, respiratórios e urinários.

Diagnosticar é Preciso

Quando os sintomas começam, o diagnóstico da doença é feito através de exames específicos. “A doença de Parkinson tem ainda um diagnóstico fundamentalmente clínico, ou seja, realizado a partir de uma avaliação neurológica (anamnese e exame físico). Exames complementares servem para diferenciar a eventual presença de outras doenças que estejam causando os sintomas parkinsonianos”, explica o neurologista Fabio Sawada Shiba. Em outras palavras, os médicos também recomendam diferentes exames para terem certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro – as quais podem gerar sintomas parecidos com o Parkinson.

Em muitas ocasiões, é preciso tempo para diagnosticar a doença de Parkinson. Por isso, é possível que os médicos recomendem consultas de acompanhamento regulares com neurologistas especialistas em distúrbios do movimento. Assim, torna-se viável avaliar a condição do paciente e os sintomas ao longo do tempo para, só aí, poderem diagnosticar a doença. “Parkinsonismo é uma síndrome caracterizada por uma lentificação dos movimentos, uma rigidez peculiar, um tremor de repouso e instabilidade postural.

E o diagnóstico se fundamenta na presença de 2 entre 4 destes sinais”, explica Fernando Figueira, chefe do serviço de Neurologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus, no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo em que é feito esse acompanhamento, os profissionais qualificados podem pedir exames clínicos para ajudá-los no diagnóstico. “Exames de imagem estrutural como a ressonância magnética e exames funcionais podem auxiliar no esclarecimento diagnóstico, pois estão disponíveis no Brasil”, diz Andre Carvalho Felicio, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

A Ciência Comprova

A Universidade Ferderal de São Paulo (Unifesp) utiliza uma combinação de dois exames que avaliam padrões de tremor vocal, técnica capaz de ajudar a diagnosticar com maior precisão a doença de Parkinson. O novo método é feito através do estudo dos distúrbios da voz e fala e de um exame para visualizar as cordas vocais.

Após o exame, quase 80% dos pacientes com Parkinson apresentaram algum tipo de tremor na laringe, sendo cerca de 65% nas cordas vocais. Segundo Fabio Sawada Shiba, “por depender da ação coordenada de músculos, a voz também se altera na doença de Parkinson, com menor volume e diminuição da variação natural da entonação”. Ou seja, assim como os sintomas mais comuns da doença, a voz também sofre alterações.
Outro aliado da saúde é o olfato, sabia? Além de permitir sentir perfumes e odores, esse sentido também pode ajudar no diagnóstico precoce de algumas doenças neurodegenerativas, como o Parkinson. Pelo menos é isso que indica um artigo da revista Arquivos de Neuropsiquiatria, da Academia Brasileira de Neurologia. Os pesquisadores responsáveis por esse estudo aplicaram um teste simples para a identificação de cheiros e, com isso constataram que 80% dos pacientes com Parkinson, participantes do experimento, apresentaram dificuldades em reconhecer odores. No artigo, os cientistas indicam o teste do olfato como uma possível estratégia, simples e de baixo custo, para o diagnóstico precoce da doença.

TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO

Nos últimos anos, as opções para tratar a doença evoluíram. Mas, de acordo com e Daniel, é imprescindível que o paciente seja acompanhado por um neurologista, já que esse é o médico habilitado para tratar a síndrome. “O profissional irá adotar uma estratégia junto com o paciente, avaliando em que fase da vida a pessoa com Parkinson se encontra, quais são os objetivos que ela busca com o tratamento e como a doença afeta o dia a dia. Dessa forma, ele poderá usar todo o arsenal de remédios disponíveis, da forma mais inteligente e eficaz, ou seja, elaborar um tratamento moldado para cada paciente em específico, levando em consideração suas necessidades”, explica.

Vale Saber

Estimular a memória, ler livros e discutir assuntos do cotidiano são algumas dicas para os pacientes de
Parkinson conseguirem manter uma vida saudável mesmo com os sintomas
desagradáveis. “Para os dois casos, o papel dos familiares e dos amigos ajuda a minimizar e pode até mesmo retardar o desenvolvimento das doenças”, finaliza Eduardo. Além disso, praticar exercícios físicos pode diminuir o progresso dos sintomas e ajuda a manter a qualidade dos movimentos, enquanto
eliminar as bebidas alcoólicas e o cigarro é uma medida fundamental, pois eles contribuem para o desgaste mental. E lembre-se: tenha consciência da evolução da doença, isto é, habilidades perdidas jamais serão recuperadas.

 
 

CONSULTORIA Andre Carvalho Felicio, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Daniel Schachter, neurologista do Hospital São Vicente de Paulo (no Rio de Janeiro); Eduardo Barreto, neurocirurgião; Fabio Sawada Shiba, neurologista; Fernando Figueira, chefe do serviço de Neurologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus, no Rio de Janeiro; Renato Igino dos Santos, médico

 

Matéria retirada da revista Você Saudável, Ano 6, nº 79 – 2016, Editora Alto Astral
 

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Escultura casal de idosos sentados em bano de praça

O que é Envelhecimento

O envelhecimento é uma característica de quase todos os seres vivos. Alguns cientistas estão pesquisando espécies que aparentemente não envelhecem mas, como regra geral, os animais e vegetais, conforme vão passando os anos, apresentam perdas nos seus tecidos, nos órgãos e nas funções.

Os animais possuem uma determinada longevidade, que é o período de tempo que se pode esperar que eles vivam, nas melhores circunstâncias; o ser humano vive, no máximo, até cento e vinte anos.

Quando se estuda uma população utiliza-se a expressão expectativa de vida que é o número de anos, em média, que as pessoas esperam viver. No Brasil a expectativa de vida em 1910 era pouco mais de 33 anos e em 2010 já estava acima de 73 anos.

O avanço científico e a melhoria das condições de vida estão gerando um envelhecimento muito rápido da população brasileira.
Nossa sociedade envelheceu muito rapidamente, enquanto os países mais desenvolvidos levaram muitas décadas.

Mudanças normais associadas ao envelhecimento

Visão: a vista cansada (perda flexibilidade do cristalino) pode ocorrer já na adolescência.
Audição: os cílios (células sensórias) vão diminuindo a partir dos 20 anos.
Alteração no vigor físico: começamos a perder massa muscular aos 30 anos, com diminuição da mobilidade e da flexibilidade. Para
compensar a perda muscular podemos reforçar as fibras musculares por meio de exercícios com o objetivo de manter a força.
Perda de massa óssea: principalmente mulheres após a menopausa. Ocorre também diminuição da estatura.
Queda de cabelos e crescimento de pelos nas orelhas, nariz e rosto.
A pele perde a elasticidade, fica mais fina, seca e áspera, sendo muito comum abrir pequenas feridas.
O andar fica mais lento, a flexibilidade e os reflexos diminuem, tornando mais comuns as quedas e mais difícil proteger-se delas.
A saliva diminui, os movimentos de deglutição são mais lentos; é mais fácil engasgar-se e sentir a boca ressecada e a saliva grossa.
O sistema imunológico, que defende o indivíduo contra infecções, é menos ativo. O idoso normal tem uma suscetibilidade maior a algumas infecções como pneumonia.
O sistema de pressão arterial e temperatura também muda, sendo comuns a deficiência na resposta ao calor ou frio intenso e a ausência de febre nas infecções. Podem ocorrer quedas de pressão em mudanças rápidas de posição e a má adaptação da pressão arterial a perdas de líquidos.
O cérebro diminui de tamanho, porém preserva suas funções, como a capacidade de aprender e memória; é comum que exista uma diminuição de memória com a idade, que pode ser mais relacionada à falta de estímulo e atividade do que à incapacidade de lembrar.
O coração pode bater mais lento, mesmo em situações em que deveria acelerar, e diminui sua capacidade de adaptação ao “stress”.
Há uma diminuição da capacidade do pulmão ventilar e da habilidade de tossir.
Os rins diminuem sua reserva funcional, tornando-se mais sensíveis aos medicamentos.
O sono se altera, sendo comum o idoso dormir menos à noite, e cochilar várias vezes durante o dia, principalmente quando faz poucas atividades.

Precisamos saber que

  • A idade cronológica não está diretamente correlacionada com a biológica;
  • Idoso não é “tudo igual”;
  • Velhice não é doença.

Precisamos contrariar alguns mitos como

  • A velhice inicia aos 60 anos…
  • Velho é teimoso…
  • Velho é que nem criança…
  • Tem que tomar remédios…
  • Envelhecemos e já começamos a esquecer tudo…
  • Junto com a velhice vêm as dores…
  • O idoso não produz…
  • Velhos são impotentes sexualmente…
  • Idoso só gosta de bingo e baile…

OBSERVAÇÃO:Não consideramos a palavra velho como algo pejorativo, embora em nossa sociedade seja visto desta maneira. O termo legal é idoso. Acreditamos que seria ideal usarmos a expressão adulto maior como na língua espanhola.

 


Esse texto foi retirado do GUIA PARA CUIDAR DE IDOSOS, projeto que realizamos em parceria com o Lions Clube Porto Alegre Ipiranga e a SBGG-RS (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – RS. Para mais informações sobre o guia, entre em contato conosco.

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15 de junho - Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

A data foi instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES). O objetivo é sensibilizar a sociedade para o combate das diversas formas de violência cometida contra a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.

Entende-se como violência ao idoso não apenas a física, mas diversas outras formas como: psicológica, sexual, econômico-financeira, negligência, entre outras.

Entrevista Jornal

Entrevista Jornal Bem Estar Canoas

Boa tarde!

É com grande alegria que viemos lhes mostrar a entrevista que nossa Gerontóloga e responsável técnica, Neisa R. M. Fernandes, concedeu ao Jornal Bem Estar de Canoas, edição nº 19, explicando sobre a importância da Gerontologia na vida de nossos idosos.

É sempre importante nos informarmos sobre aspectos que levam ao bem estar daqueles que amamos! Não deixem de ler e vir conhecer pessoalmente nossas atividades de cuidados para os idosos!

Entrevista Bem Estar

Aniversário Terezinha

Mais festividades!

No Canoas Day Home tudo é motivo de festa!

Dia 12/02 foi aniversário da nossa funcionária Terezinha, não podemos deixar de homenageá-la!

Abaixo as fotos da festa surpresa que preparamos!

Boa semana à todos!

Venham conhecer nossos serviços e curtir estes momentos de alegria conosco!

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Carnaval no Canoas Day Home!

O carnaval no Canoas Day Home foi animado!
Na tarde da sexta-feira, 13/02, nossos idosos desfrutaram de um divertido lanche carnavalesco. Ao som de marchinhas, decoração temática, máscaras e colares havaianos podemos recordar histórias e nos divertir!

Venha conhecer nossos serviços e desfrutar do lazer que proporcionamos!

A partir, de hoje, quarta-feira (18/02), em horário normal.